Saber a diferença entre tristeza normal e depressão é muito importante. O conhecimento sobre o assunto pode ajudar várias pessoas que hoje sofrem com essa doença considerada o mal do século. A depressão tornou-se um caso de saúde pública, os principais sintomas não desaparecem de um dia para o outro e se não for tratado devidamente à situação fica insuportável. Os sintomas existentes na depressão são: tristeza, ansiedade, irritabilidade, medo, insegurança, indecisão, falta de prazer, fadiga, cansaço, concentração e atenção reduzida, auto-estima e autoconfiança reduzida, idéias de culpa e inutilidade, visão desolada e pessimista do futuro, desejo de não estar vivo, de querer morrer ou de se matar, sono perturbado, apetite alterado para mais ou menos, queda do desejo e desempenho sexual, queixas físicas variadas: dores de cabeça, diarréia e falta de ar. Alguns fatores podem desencadear a depressão, como: morte de um ente querido, a demissão no emprego, violência, separação, variação dos hormônios sexuais. Vários são os fatores de risco são eles: fatores biológicos (desde diferenças na estrutura e funções cerebrais, até transmissão genética e função reprodutora); história familiar de depressão; vivências negativas na infância e adolescência principalmente; hormônios femininos: estrogênio e progesterona, flutuações normais podem causar depressão nas mulheres vulneráveis. Já na tristeza existe um motivo que justifica os sintomas e com o passar dos dias a pessoa começa a melhorar. Você pode observar que a depressão é muito complexa e deve ser levada a sério por isso se você se identificou com os sintomas da depressão procure ajuda especializada.
Bem vindas Escritoras!
Nosso maior trunfo são nossos pensamentos e emoções. Muitas pessoas conseguem externalizar isso através da escrita. Mas poucas sente-se seguras para publicar! Pensando nesse último grupo foi criado esse blog "ESCRITORAS NO ANONIMATO". Aqui, junto de mim, poderão deixar sua marca, suas emoções, seus sentimentos através da escrita. Sinta-se à vontade para contribuir com esse espaço, tendo a certeza que aqui é seu lugar!!
Escreva para escritorasnoanonimato@gmail.com
Moni Lemes
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terça-feira, 25 de outubro de 2011
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Comprovado! Para ativar a memória faça palavras cruzadas
- Segundo neurologistas não só a falta de exercícios físicos pode prejudicar a saúde, mas a ausência de treino no cérebro também dificulta a memória. As palavras cruzadas fortalecem nossa memória, melhoram a atenção e favorecem o resgate de dados de longa duração.
De acordo com professor de neurofisiologia Avelino Leonardo da Silva, da Universidade Estadual Paulista, ao tentar se lembrar de uma palavra que preencha o número de quadrinhos, a pessoa estará exercitando sua memória facilitando seu processo.
Por isso, quando for à banca de revistas não esqueça de comprar as palavras cruzadas.
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
L I M I T E - O NÃO DITO POR AMOR!
Seria muito fácil se existisse um manual que acompanhasse nossos filhos desde o nascimento até a vida adulta. Os pais poderiam sanar as dúvidas e ainda, satisfazer suas curiosidades sobre as diversas fases, muitas vezes pulando capítulos. Criar um filho não é brincadeira, é um desafio cujas bases são culturais. Os pais precisam admitir que são humanos passíveis de recursos emocionais limitados, mas podem e devem dar limites aos seus filhos para que no futuro esses possam ser adultos seguros, decididos, capazes de persistir e lidar bem com as perdas e frustrações. A grande meta está em estabelecer um estilo de convivência que permita explicar os fatos com carinho, colocando limites sem violência. Aprender a focar os problemas sem agredir a personalidade do filho e a reprimir as ações, os comportamentos indesejados e não as emoções. Sabemos que os filhos têm todo o direito de expressar a irritação, o medo e raiva, mas nem por isso podem bater, atirar ou quebrar objetos quando estão furiosos. É difícil dar limites aos filhos, mas é preciso. Não pode haver dúvidas quanto a isso.
Amar os filhos não é deixá-los fazerem tudo o que querem. Muitas vezes, por amor, os pais precisam dizer um não firme e seguro aos filhos, o que é muito mais complicado e trabalhoso do que dizer um sim. Entretanto, quando os pais o fazem com segurança, os filhos aceitam, se sente seguros e não questionam, pois sentem que os pais não mudam de opinião mesmo que eles chorem ou fiquem tristes.
Dar limites é uma demonstração de amor, de preocupação e com certeza os filhos possuem condições de sentir que é para o seu próprio bem.
Alguns pais se sentem culpados quando impõem limites aos filhos, muitos tiveram uma infância muito difícil, excessivamente reprimida e conseqüentemente não querem que o filho tenha as mesmas privações. Mas o que eles não percebem é que se não souberem dar limites ao filho com certeza sofrerá muito ao longo da vida. É exatamente isso que acontece quando os pais permitem tudo, essa criança como nunca ouviu um não, passa a acreditar que o mundo gira em torno dela, não se importando com nada e nem com ninguém. Mas a vida mostra que para uma pessoa viver em sociedade deve seguir regras com valores pré-estabelecidos na infância. Os limites são ensinados aos filhos nas situações mais simples, por exemplo, ter horário para dormir, ter horário para brincar, etc. As crianças percebem que existem regras que devem ser seguidas e com o passar dos anos isto vai sendo internalizado. Os pais ou responsáveis são os modelos para os filhos, por isso é tão importante ter a consciência do papel que devemos exercer na vida deles. Alguns pais não conseguem dar limites por pena dos filhos, mas acreditem, tudo isso é muito importante para a formação da personalidade e caráter de cada indivíduo. Decepções e frustrações fazem parte do aprendizado diário de cada indivíduo. Cabe aos pais mostrar o quanto os filhos podem tirar proveito de situações como estas. Pais que cedem sempre vêem o filho no presente, ao passo que aqueles que sabem dar sem mimar vêem o filho no tempo e no futuro. Eles lhe oferecem perspectivas, lhe mostram o valor do desejo e da espera, para melhor saborear o que é obtido.
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Empreendedores Natos
Apesar de já ter lido na internet que não é possível traçar o perfil de um empreendedor, pois não teríamos como definir características abstratas como visão, coragem e persistência. Sou obrigada a discordar completamente dessa afirmação. Existem pessoas que conquistam seus espaços através de muita devoção e respeito pelas pessoas. Algumas, além dessas características, possuem um dom natural. Um dom em transformar idéias em arte, beleza e sonhos. O fundamental é que esses empreendedores acreditam na importância de fazer bem suas atividades e tem a verdadeira consciência do seu trabalho.
Uma dessas pessoas é ANGELA MIORELLI, proprietária da Bannerbag. Preocupada com o meio ambiente e o futuro do nosso planeta, iniciou um trabalho voltado à reciclagem. Buscou em gráficas sua solução, utilizou banners que foram rejeitados pelo controle de qualidade e dessa forma transformou em sacolas. Uma verdadeira obra de arte! A resposta veio imediata, nesse mês recebeu o Prêmio Responsabilidade Social através de aulas ministradas na ACADEF de Canoas/RS.
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
PEDOLIFIA, UM CRIME CONTRA NOSSOS MAIORES TESOUROS: OS FILHOS!
Até pouco tempo histórias de Pedofilia atravessavam fronteiras para chegarem até nosso conhecimento. Parecia coisa de filme que só tínhamos acesso quando prestávamos atenção nas notícias vindas de outros países. Sentíamos-nos protegidos por estarmos sabendo de algumas situações que aconteciam somente com nossos vizinhos.
Graças ao exaustivo trabalho desenvolvido pelos meios de comunicação do país, a população estarrecida tomou conhecimento de que em “nossa casa” também sofremos com esse mal: a Pedofilia.
Mas o que é Pedofilia?
Pedofilia é um distúrbio de conduta sexual, onde o indivíduo adulto sente desejo compulsivo por crianças ou pré-adolescentes. Alguns pedófilos são atraídos apenas por meninas, outros por meninos e ainda existem os que se interessam pelos dois sexos. A Pedofilia é raramente identificada em mulheres.
Esse distúrbio ocorre, na maioria dos casos, em homens de personalidade tímida, que se sentem impotentes e incapazes de obter satisfação sexual com mulheres adultas. O pedófilo se sente seguro na ação sexual e no controle da situação diante da criança.
Muitos casos são de homens casados, insatisfeitos sexualmente. Geralmente, são portadores de distúrbios emocionais que dificultam um relacionamento sexual saudável com suas esposas. Mas, isto não é uma regra geral, haja vista as recentes descobertas de casos de Pedofilia envolvendo homens solteiros, inclusive padres.
O que se percebe é que esses pedófilos exercem um tipo de atividade que propicia o contato com menores. Na verdade, são vistos pela sociedade como homens de bem, aqueles acima de qualquer suspeita. A eles, inclusive, são dados o título de benfeitores. Mas, utilizam seu poder e confiança para satisfazer seus impulsos mais cruéis.
Pesquisas demonstram que a maioria absoluta das crianças molestadas sexualmente sofrem de dificuldades sexuais ou emocionais na vida adulta.
Na maioria dos casos a criança submetida a estes atos fica calada, pois teme a represália do adulto. É possível identificar vários tipos de influência nos menores. O efeito é negativo tanto para os que apenas têm contato com o material, quanto para os que são objeto de abuso. No segundo caso é que a situação se agrava, as prováveis conseqüências imediatas são a angústia - principal geradora dos outros aspectos que podem ser diagnosticados - o aumento da agressividade, comportamento dispersivo, alterações no sono, maior número de pesadelos, entre outros. Perceber esses sintomas é um trabalho difícil, pois, motivadas pela culpa ou pelo medo devido a possíveis ameaças sofridas a partir do agressor, a criança não se manifesta.
Em geral, a descoberta é feita por outro indivíduo adulto, que fica sem saber como lidar com a situação. Se você, adulto, se enquadra na posição do “descobridor”, por favor, denuncie ou se, por qualquer motivo não conseguir, procure a ajuda de um profissional para orientação. Assim, você estará ajudando a criança e ao portador do distúrbio de conduta. É importante salientar que a Pedofilia ultrapassa as barreiras sociais, econômicas e culturais. Dizer que esse mal atinge somente a classe X ou Y seria utopia. A informação é a chave para dúvidas e esclarecimentos. Diga NÃO a pedofilia!!
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
A arte da convivência humana
Estaria mentindo se dissesse que conviver com as pessoas é uma tarefa fácil. Mas isso se torna um grande aprendizado! Acho que a grande questão é aceitar as diferenças e isso sim, para quem consegue, é uma arte. Para que seja possível seria necessário exercitar a empatia. Esse é o grande desafio! Sabemos que não são todas as pessoas que conseguem. Muitos nem sabem o que significa. Que tal conhecer melhor essa palavra e colocar em prática seu significado?
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
sexta-feira, 29 de julho de 2011
VAMOS AJUDAR!!!!!!
A pior seca dos últimos 60 anos na África Oriental já deixou mais de 10 milhões de pessoas passando fome. Com a morte de rebanhos e a alta nos preços dos grãos, elas não têm os meios para comprar alimentos. “A crise ainda não atingiu seu auge e a situação deverá se agravar nos próximos meses,” explicou Evelyn Samba, Coordenadora de Programas na ActionAid Quênia. “A comunidade internacional precisa se comprometer com um forte programa de ajuda humanitária para evitar que se instaure a fome generalizada.” Até o final de outubro, ainda mais pessoas no Quênia, Etiópia, Somália, Uganda e Djibouti ficarão dependentes do apoio de organizações como a ActionAid para terem água, comida e renda. Mesmo que chova em outubro, como é esperado, elas permanecerão vulneráveis até o período de uma nova colheita, em 2012. Só este ano, a ActionAid já ajudou mais de 220 mil pessoas nas comunidades mais vulneráveis do Quênia e da Somália. Um programa de alimentação nas escolas do Quênia foi criado para atender às necessidades nutricionais das crianças e evitar que elas saiam da escola. No início do mês, fizemos um apelo internacional por mais £ 1.5 milhão para ampliarmos urgentemente o alcance do nosso trabalho na região. “A comunidade internacional respondeu a um desastre de progressão lenta com uma resposta igualmente lenta. Agora que a crise chegou aos extremos, outros países precisam estender a mão e ajudar as pessoas mais vulneráveis da África Oriental,” disse Samba. Para financiar projetos na África Oriental, a ActionAid também conta com doações de pequenas quantias por parte de pessoas físicas. No Brasil, a captação de recursos para esse fim já começou: quem quiser contribuir pode ligar para 0300 789 8525 ou enviar um email para atendimento@actionaid.org.br. |
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Bullyng: a intimidação e perversidade na escola
Para mim uma das melhores definições sobre bullying é “assassinato psíquico”. Muito mais comum do que imaginamos e muito mais próximo do que percebemos, trata--se de um conjunto de comportamentos abusivos, repetitivos e intencionais, que desequilibram o poder entre as partes, neste caso, bullying escolar. O poder de uma criança sobre de uma outra.
Acredito que muitas pessoas ainda justifiquem situações de bullying como brincadeira de criança, comum para idade. De acordo com o Psiquiatra Julio Licinio, em seu livro a Biologia da Depressão, um estudo sobre a intimidação na escola e a vitimização, os encrenqueiros são descritos invariavelmente como agressivos e dominantes. Eles externalizam esses comportamentos através do abuso de substâncias e se utilizam de seu comportamento agressivo para mascarar a ansiedade e a insegurança.
Os agressivos escolhem uma vitima que pareça vulnerável, desferem golpes de humilhação, constrangimento, difamação, exclusão e intimidação de forma direta ou indireta. Podem ser usados apelidos pejorativos, comentários maldosos, gozações, calúnias relacionadas a sexualidade, insinuações, assédios, ameaças, furtos de pertences, empurrões, chutes, socos, pontapés, ataques virtuais, entre outros. As vitimas, por sua vez, caracterizam-se principalmente, por serem introvertidas, passivas e submissas; com baixa auto-estima, sensíveis e tendem a se culpar por suas incapacidades.
Os meninos estão mais envolvidos com o bullying escolar, com uma freqüência muito maior do que as meninas, tanto como autores quanto como alvos. Entretanto as meninas são especialistas numa das formas de bullying consideradas mais cruel, a exclusão social. Elas infernizam a vida das colegas, ficando de mal ou fingindo que não as conhecem. O plano de exclusão toma forma na hora do lanche ou do lazer e o foco visa ridicularizar, isolar, e ainda, inventar, ameaçar e contar segredos de uma colega para outras.
Muitas crianças, vítimas de bullying, desenvolvem medo, pânico, depressão, distúrbios psicossomáticos e geralmente evitam retornar à escola. A fobia escolar geralmente tem como causa algum tipo de violência. Algumas dessas crianças que sofrem bullying, dependendo das características de suas personalidades e da relação com o meio onde vivem, em especial entre suas famílias, poderão não superar totalmente os traumas sofridos na escola. Elas poderão crescer com sentimentos negativos e com baixa auto-estima, apresentando sérios problemas de relacionamento no futuro. Poderão, ainda, assumir um comportamento agressivo, vindo a praticar o bullying no ambiente sócio-ocupacional adulto e em casos extremos, poderão tentar suicídio.
O conceito de bullying pode também ser aplicado na relação entre pais e filhos e entre professores e alunos, como exemplo: adultos que ironizam, ofendem e expõem as dificuldades da criança perante o grupo, ou excluem, fazem chantagens, colocam apelidos preconceituosos e têm a intenção de mostrar sua superioridade e poder, usando deste comportamento frequentemente.
No Brasil os estudos sobre bullying são muito recentes, iniciaram em 2000, essa talvez seja a razão pela qual muitas pessoas, desconhecem o problema, bem como a gravidade e abrangência do assunto. De acordo com a Revista Mente e Cérebro, pesquisas recentes demonstraram que 45% dos estudantes brasileiros estão envolvidos diretamente no fenômeno. Por isso, não podemos e não devemos ser omissos. Não vamos deixar que nossos filhos abandonem sentimentos de generosidade, empatia, tolerância e compaixão.
Precisamos debater muito este tema e é pensando nisso que indico para vocês o filme: “BANG BANG, VOCÊ MORREU” de Guy Ferland (2006), baseado na peça teatral estreada em 1999, que até hoje é muito encenada pelos jovens, fazendo muito sucesso nos EUA. Ele retrata a visão da vitima que passa por situações de bullying escolar.
E por último, sugiro o livro “PRECISAMOS FALAR SOBRE KEVIN” (2007), dentre tantos assuntos abordados, convido vocês a entrar no mundo do desconhecido. O que leva um jovem de 16 anos a matar colegas, uma professora e um funcionário, sem nunca ter sofrido bullying escolar. Ao contrário das estatísticas, viveu sim o abuso de poder como sua marca principal, ou seja, cometeu bullying de diversas formas.
Tenho certeza que com essas duas indicações você conseguirá perceber o quanto o perigo muitas vezes está próximo e passa por nós despercebidos!
Acredito que muitas pessoas ainda justifiquem situações de bullying como brincadeira de criança, comum para idade. De acordo com o Psiquiatra Julio Licinio, em seu livro a Biologia da Depressão, um estudo sobre a intimidação na escola e a vitimização, os encrenqueiros são descritos invariavelmente como agressivos e dominantes. Eles externalizam esses comportamentos através do abuso de substâncias e se utilizam de seu comportamento agressivo para mascarar a ansiedade e a insegurança.
Os agressivos escolhem uma vitima que pareça vulnerável, desferem golpes de humilhação, constrangimento, difamação, exclusão e intimidação de forma direta ou indireta. Podem ser usados apelidos pejorativos, comentários maldosos, gozações, calúnias relacionadas a sexualidade, insinuações, assédios, ameaças, furtos de pertences, empurrões, chutes, socos, pontapés, ataques virtuais, entre outros. As vitimas, por sua vez, caracterizam-se principalmente, por serem introvertidas, passivas e submissas; com baixa auto-estima, sensíveis e tendem a se culpar por suas incapacidades.
Os meninos estão mais envolvidos com o bullying escolar, com uma freqüência muito maior do que as meninas, tanto como autores quanto como alvos. Entretanto as meninas são especialistas numa das formas de bullying consideradas mais cruel, a exclusão social. Elas infernizam a vida das colegas, ficando de mal ou fingindo que não as conhecem. O plano de exclusão toma forma na hora do lanche ou do lazer e o foco visa ridicularizar, isolar, e ainda, inventar, ameaçar e contar segredos de uma colega para outras.
Muitas crianças, vítimas de bullying, desenvolvem medo, pânico, depressão, distúrbios psicossomáticos e geralmente evitam retornar à escola. A fobia escolar geralmente tem como causa algum tipo de violência. Algumas dessas crianças que sofrem bullying, dependendo das características de suas personalidades e da relação com o meio onde vivem, em especial entre suas famílias, poderão não superar totalmente os traumas sofridos na escola. Elas poderão crescer com sentimentos negativos e com baixa auto-estima, apresentando sérios problemas de relacionamento no futuro. Poderão, ainda, assumir um comportamento agressivo, vindo a praticar o bullying no ambiente sócio-ocupacional adulto e em casos extremos, poderão tentar suicídio.
O conceito de bullying pode também ser aplicado na relação entre pais e filhos e entre professores e alunos, como exemplo: adultos que ironizam, ofendem e expõem as dificuldades da criança perante o grupo, ou excluem, fazem chantagens, colocam apelidos preconceituosos e têm a intenção de mostrar sua superioridade e poder, usando deste comportamento frequentemente.
No Brasil os estudos sobre bullying são muito recentes, iniciaram em 2000, essa talvez seja a razão pela qual muitas pessoas, desconhecem o problema, bem como a gravidade e abrangência do assunto. De acordo com a Revista Mente e Cérebro, pesquisas recentes demonstraram que 45% dos estudantes brasileiros estão envolvidos diretamente no fenômeno. Por isso, não podemos e não devemos ser omissos. Não vamos deixar que nossos filhos abandonem sentimentos de generosidade, empatia, tolerância e compaixão.
Precisamos debater muito este tema e é pensando nisso que indico para vocês o filme: “BANG BANG, VOCÊ MORREU” de Guy Ferland (2006), baseado na peça teatral estreada em 1999, que até hoje é muito encenada pelos jovens, fazendo muito sucesso nos EUA. Ele retrata a visão da vitima que passa por situações de bullying escolar.
E por último, sugiro o livro “PRECISAMOS FALAR SOBRE KEVIN” (2007), dentre tantos assuntos abordados, convido vocês a entrar no mundo do desconhecido. O que leva um jovem de 16 anos a matar colegas, uma professora e um funcionário, sem nunca ter sofrido bullying escolar. Ao contrário das estatísticas, viveu sim o abuso de poder como sua marca principal, ou seja, cometeu bullying de diversas formas.
Tenho certeza que com essas duas indicações você conseguirá perceber o quanto o perigo muitas vezes está próximo e passa por nós despercebidos!
quinta-feira, 19 de maio de 2011
A PAIXÃO NAS RELAÇÕES VIRTUAIS
A internet entrou em nossas vidas fazendo uma revolução na rapidez de informações, auxiliando em pesquisas e facilitando as tomadas de decisões. Tudo isso mudou o conceito sobre o apoio da tecnologia em nossas atividades, tal como conectar-nos ao mundo, viajar pelas fronteiras da imaginação e da informação num clicar do mouse.
Nos anos 90 novos caminhos se multiplicaram e, através deles, as relações virtuais entraram de forma inesperada na vida das pessoas.
Grande parte da população brasileira ainda desconhece o contato virtual. Alguns por não terem acesso, outros por medo de interagir com a máquina, mas, não se pode negar que as salas de bate-papos ou chats têm influenciado comportamentos.
Se imaginarmos que indivíduos de diferentes faixas etárias em todo o lugar do mundo utilizam algumas horas do seu dia para trocar idéias, namorar ou simplesmente conhecer outras pessoas, podemos reconhecer que hoje as relações virtuais existem e estão aí para serem discutidas e analisadas.
O quê estaria por trás da tela do computador? O que se busca? Uma relação virtual pode ser confiável? Será que a alma gêmea encontra-se em alguma sala de bate-papo?
A paixão virtual faz com que a pessoa concentre suas energias numa fantasia. Na verdade, ocorre um encanto pelo sentimento, pela felicidade, pelo sonho, pelo idealizado, na maioria das vezes, muito mais do que pela pessoa real. Nessa relação, na maior parte do tempo, não se enxerga os defeitos do outro e ainda é comum o próprio internauta se apaixonar por si mesmo, ou melhor, pela capacidade de seduzir e de se envolver.
O desejo de aceitação é o elemento fundamental nessa paixão. É fácil amar alguém que nos trata bem e nos aceita completamente.
No virtual não existem pessoas feias. Basta ser simpático para a imaginação transformar o outro no ser mais bonito, agradável e sensual. Essa sensualidade percebe-se nas palavras, pois, quanto maior o poder para usa-las, mais atraente as pessoas se tornam.
Na relação virtual mostra-se somente o que se quer, preservando, assim, o ego. Nessas situações é possível repensar as palavras, fazer uso de uma linda poesia ou elaborar textos que realmente impressionam. O tímido pode tornar-se extrovertido, o feio vira galã, o velho passa a ser jovem e o gordinho emagrece em segundos.
Ao contrário das relações reais, no virtual, o contato intelectual precede o emocional e afetivo e só mais tarde, às vezes, acontece o contato físico.
Embasado em tudo isso, acredito que o cuidado é muito importante. Nunca se sabe quem está do outro lado da tela, muito menos a intenção dessa pessoa.
A solidão e a timidez são fatores importantes para que as pessoas procurem esse tipo de relação. O medo cada vez maior de se expor, de confiar nos outros está fazendo com que elas se fechem em conchas, evitando falar de seus problemas, suas incertezas e seus receios. É nesse momento que encontram num desconhecido a salvação para suas angústias.
É de extrema importância salientar que a relação virtual não supera a real. O contato pessoal, o olho no olho, são indispensáveis. Para isso é preciso quebrar o elo cibernético e trazer para a realidade a verdadeira imagem, sem idealizações desproporcionais.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Da experiência corriqueira: faça diferente!
Há inúmeras atividades que realizamos diariamente e por esta razão tornam-se mecânicas. Devido à correria do dia-a-dia, muitas vezes, não temos escolha para fazermos de modo diferente o comum, ou seja, a nossa vida como ela realmente é. Entretanto, a prioridade de nossas escolhas quem faz somos nós mesmos! Assim, faço o seguinte convite para vocês:
- O que acham de levarmos o almoço que comeríamos em casa para um parque, mesmo que o dia não esteja ensolarado ou que tenhamos pouco tempo?
- O que acham de darmos um pulinho na zona sul de Porto Alegre durante a semana para vermos de perto o Guaíba?
- O que acham de começar a fazer algo diferente como um esporte em grupo como um meio de descontração e para liberar a tensão?
- O que acham de sair de Porto Alegre bem cedinho no domingo e ir passar o dia no litoral ou na serra gaúcha?
- O que acham de dançar uma música que adoram, neste momento?
Acredito que caímos na rotina por que tendemos a idealizar, partindo sempre do que seria o melhor, por exemplo: se eu tivesse tempo, se eu pudesse ficar mais tempo, se eu não estivesse sozinha, se eu… Enfim as possibilidades são infinitas!
Vivemos no mundo agora e não no amanhã.
Aproveite a sua vida, compartilhe carinho com as pessoas.
Saía da rotina.
Receita certa para mantermos o nosso humor saudável e para recarregarmos as energias.
Cassandra Borges Bortolon
www.acurarte.com.br
domingo, 1 de maio de 2011
Acurarte
Gostaria de apresentar a vocês um site que está mudando o conceito de conhecimento virtual em saúde.
www.acurarte.com.br
A Acurarte preocupa-se em ampliar o conhecimento e as experiências de profissionais do campo da saúde com o objetivo de qualificar a abordagem e o manejo de conflitos da condição humana.
O nome Acurarte evoca:
- A Cura + Arte
- A Arte da Cura
- Acurarte: tornar-se acurado, trazer acurácia para si
- Acurácia: melhoria, aperfeiçoamento, precisão
- Acurar: v.t. Tratar com cuidado; apurar, aperfeiçoar
- Anagrama de acurar: Curará
A idealizadora desse projeto é a Psicóloga Cassandra Borges Bortolon, Especialista em Psicologia Clínica, atráves do Curso de Psicoterapia Integrativa – Instituto Fernando Pessoa. Doutoranda em Ciências da Saúde (UFCSPA). Mestre em Ciências da Saúde, ênfase em Farmacologia e Terapêutica Clínica na Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre. Formação em Prevenção e Tratamento do Uso de Álcool e Outras Drogas – Federação Brasileira de Comunidades Terapêuticas (FEBRACT). Formação em Transtorno Global do Desenvolvimento e Método Teacch – Espaço Teacch Novo Horizonte.
Visite esse site!!!
A expressão do afeto a quem se ama
O afeto deve ser expresso!
É necessário que à pessoa que amamos receba o carinho que sentimos!
O cuidado que temos com ela precisa ser demonstrado para que possa ser percebido!
O desejo que temos deve ser também comunicado!
Proponho a seguinte reflexão: estamos demonstrando o nosso carinho e amor à pessoa que escolhemos dividir as nossas vidas?
Algumas vezes, os casais enfraquecem, pois um não sabe mais o que o outro sente e deseja. Mas, isso acontece por quê?
Porque descuidamos em expressar o afeto, carinho e desejo pelo outro. Porém, em outros momentos fizemos isso... Mas paramos por quê?
Porque achamos que já foi dito e repetido.
Porque pensamos que é óbvio.
Porque, ás vezes, deixamos de regar o que temos de mais precioso.
Porque a pessoa está ali ao nosso lado.
Então, vamos amar a dois ... Te amo!
Vamos comunicar as entrelinhas ... Adoro estar com você!
Vamos ser românticos... Logo, estaremos em um lugar que foi especial para nós.
Cassandra Borges Bortolon
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